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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Uma abordagem arquitetônica da estabilidade das construções

“Firmitas”. Este foi o termo escolhido por Marcus Vitruvius Pollio, arquiteto e engenheiro romano do Século I a.C., para qualificar o trato da estabilidade das construções como um dos três estabelecimentos necessários para a existência de um ente arquitetônico, ao lado de “Venustas”, traduzível como beleza ou estética e “Utilitas”, definível como a própria funcionalidade. Conforme preconizaram os mestres em suas criações ou comentários sobre a Arquitetura, desde a antiguidade clássica, esta deve ser composta de modo a que se perceba a harmonia proporcional dos espaços vazios e dos que são preenchidos pelas massas, as formas, as luzes e sombras, as cores e matizes, as texturas visuais e tácteis realçadas pelo ar em movimento, pelo calor e pelo frescor do ambiente e pelos perfumes mais agradáveis que incitam ou excitam. Os sons, o silêncio ou seus contrastes devem fazer parte da composição arquitetônica. Estas coisas devem trazer à mente do Homem as relembranças instintivas das sensações, as percepções estéticas impressas nos genes ou gravadas na Cultura. Com a mesma intensidade, os espaços arquiteturais devem atender às funções para as quais foram designados, na medida econômica e ecológica, ensejando a produção pelo trabalho e o ócio justo. Isto se completa com a estabilidade construtiva, o que dá aos espaços a perenidade necessária a sua observação e uso. Esta terceira parcela, permanente em toda representação do produto arquitetônico, por motivos que merecem estudo acurado por parte de especialistas sociais, parece hoje depreciada por grande parte dos estudantes e profissionais que vão saindo das escolas numa série inacabada. Isto contradiz tanto a necessidade humana quanto o esplendor daqueles que, minoritários, ainda atendem à disciplina e ao estudo dos fenômenos que envolvem e comprometem o tema das estruturas no contexto da Arquitetura. Seja qualquer a hipótese para a existência dessa falha na formação dos arquitetos e engenheiros, pelo menos uma questão pode ser recorrente: a de que os cursos de formação não têm sido atrativos ao ponto de despertar o prazer de se estudar as estruturas no contexto geral da Arquitetura. Em sendo assim, quem sabe se possa insistir em reformular a abordagem desse tema, enfatizando ou complementando algumas tentativas.

Este trabalho está dividido em três tomos: o primeiro enfatiza a relação das forças e as relações destas com a resistência dos materiais. O segundo aborda os sistemas estruturais mais presentes na Arquitetura. Eventualmente o leitor não terá acesso a todos os tomos ou capítulos. Neste caso, será por motivo de revisão ou atualização. A colaboração dos leitores será bem-vinda para que, desse modo, possamos melhorar sempre este trabalho para o usufruto dos estudantes e profissionais, principalmente da Arquitetura e da Engenharia.  Em caso de dúvida ou crítica, o usuário não deve hesitar em se comunicar com este autor pelo endereço eletrônico.

Os interessados neste estudo devem fazê-lo com atenção, acompanhando sistematicamente os capítulos que seguem a esta introdução, revisando sempre aspectos retroativos, a fins de ter melhor conhecimento e habilitar-se a ensinar o que aprendeu. O conteúdo deste estudo não tem restrição quanto ao uso para estudos e cópia em qualquer mídia para quem deseja, de boa-fé, ampliar conhecimentos sem auferir, com isto, remuneração. Roga-se ao usuário tão-somente atender ao dever ético de citar esta fonte.

Esta abordagem de estudo pressupõe que o leitor tenha conhecimentos adquiridos preliminarmente, principalmente, no caso de estudantes e profissionais brasileiros, quanto ao SI - Sistema Internacional de Unidades, ao ST - Sistema Técnico, Álgebra, Geometria, Trigonometria, Diferenciação e Integração e, ainda, as séries. Também se faz necessário conhecer aspectos importantes da nomenclatura e abreviaturas constantes nos métodos matemáticos da Física, dando ênfase à Mecãnica e, dentro desta, particularizando o estudo da Estática.

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Um comentário:

Jainer Jacson disse...

Ótimo material Professor!